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Foto: Divulgação
Joaçaba

Tribuna Popular alusiva ao Dia Internacional da Síndrome de Down em Joaçaba

O espaço contou com a participação de Rafael Porto Viacelli, pai de uma criança com a síndrome, que trouxe reflexões importantes sobre inclusão.

Luan

Luan

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A Câmara de Vereadores de Joaçaba realizou, na sessão de quarta-feira (25), uma tribuna popular em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março. A sugestão para debater o tema na Casa Legislativa foi do vereador Leandro Sarto. O espaço contou com a participação de Rafael Porto Viacelli, pai de uma criança com a síndrome, que trouxe reflexões importantes sobre inclusão e a necessidade de fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com Síndrome de Down no município.

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Durante sua fala, Rafael compartilhou vivências do dia a dia, destacando que ainda sente a falta de acessibilidade e inclusão em diferentes ambientes. Ele ressaltou que, por trás de cada diagnóstico, existe uma criança, uma família e uma história que precisam ser acolhidas e respeitadas. “A inclusão precisa ser real e efetiva, fazendo parte da rotina e garantindo oportunidades iguais para todos”, pontuou.

A tribuna também contou com a participação de Daiana e Rubiana, que apresentaram um manifesto reforçando a importância da ampliação das oportunidades e provocando a reflexão: “Será que estamos oferecendo as condições necessárias para que a inclusão realmente ocorra?”. Elas destacaram a importância da capacitação contínua dos professores, para que possam respeitar o tempo de cada aluno, compreender as diferenças, adaptar métodos e promover um ambiente de aprendizagem mais inclusivo e eficiente.

Outro ponto abordado foi a necessidade de acompanhamento especializado para os portadores de Síndrome, com o apoio de profissionais como terapeutas, fonoaudiólogos e neuropsicólogos. Segundo elas, uma das principais dificuldades enfrentadas pelas famílias que dependem exclusivamente do atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS), está relacionada à longa espera por atendimentos, à limitação de vagas e à ausência de suporte em momentos decisivos do desenvolvimento infantil.

As participantes também sugeriram a implementação de protocolos de acompanhamento intersetorial, integrando educação, saúde e assistência social, como forma de promover uma inclusão mais efetiva. Um ponto sensível levantado foi a alta rotatividade de profissionais no serviço público, fator que acaba prejudicando a continuidade dos atendimentos e o desenvolvimento das crianças.
Entre as sugestões apresentadas pelos ocupantes da tribuna, estão a estruturação de um programa de capacitação contínua para professores da rede municipal, a ampliação do acesso a terapias especializadas com redução das filas de espera e o fortalecimento da atuação integrada entre educação e saúde.

Além disso, foi sugerido o estudo de viabilidade para a implantação de um centro municipal de atendimento terapêutico especializado, que possa oferecer, de forma estruturada e contínua, os serviços necessários ao desenvolvimento das crianças, bem como a análise da criação de um centro de equoterapia no município. Os vereadores, de forma unânimes, colocaram-se à disposição para colaborar no sentido de que as demandas apresentadas possam ser implementadas.


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